João Pessoa, 25 de Junho de 2017

15 de Junho de 2017

Escolas de samba dizem que corte de verba da prefeitura do Rio prejudica desfile

Escolas de samba dizem que corte de verba da prefeitura do Rio prejudica desfile

A Liga das Escolas de Samba (Liesa) do Rio informou, nesta quarta-feira (14), que o corte de metade da verba da Prefeitura para o carnaval 2018 vai tornar inviável o desfile do ano que vem. O presidente da Liga, Jorge Castanheira, convocou uma reunião depois do anúncio feito pelo prefeito Marcelo Crivella na segunda-feira (12).

“Diante das dificuldades que as escolas atravessam e das circunstâncias apresentadas pelo prefeito, as escolas chegaram a uma conclusão de que com essa redução de 50% da receita de apoio a preparação e produção do carnaval, fica inviabilizado apresentação das escolas. Nós estamos aguardando o agendamento da audiência do excelentíssimo senhor prefeito, junto com os presidentes das escolas de samba, para que a gente possa achar uma solução que atenda ao carnaval de 2018. Vai ficar muito difícil e se torna impraticável viabilizar o espetáculo nos moldes em que a prefeitura está colocando”, afirmou o presidente da Liesa, Jorge Castanheira.

Crivella falou sobre o corte nos recursos na última segunda-feira. Ele pretende usar o dinheiro pra pagar as creches conveniadas com o município.

“São 12 mil crianças que hoje estão em creche conveniadas. O Rio de Janeiro paga per capita R$ 10 para cada criança. É preciso aumentar pelo menos para R$ 20. Agora, façam as contas. Isso tudo exige de nós austeridade e sacrifício. Todos precisam contribuir. A prefeitura está contribuindo. Nós cortamos secretarias, nós cortamos mais de mil cargos políticos. O carnaval precisa contribuir conosco, nos ajudar nesse esforço”, disse Crivella no dia do anúncio.

Em nota, a Liesa disse que recebeu com surpresa a notícia sobre a decisão do prefeito e destacou: “Os enormes benefícios econômicos, financeiros, de geração de empregos e de renda, além da valorização da imagem da cidade do Rio de Janeiro e do Brasil, e também o aumento substancial de arrecadação de impostos e receitas diretas e indiretas proporcionadas durante o período de preparação e realização dos desfiles carnavalescos”.

“A questão do número de R$ 3 bilhões, dado pela RioTur através de pesquisas realizadas por entidades relacionadas a essa área de orçamento, isso não é o faturamento da prefeitura, é o movimento, o faturamento que gera durante todo o carnaval. Diminuir o carnaval significa diminuir toda a parte cultural, artística, econômica de um evento que só traz benefícios para a cidade do Rio”, completou Jorge Castanheira.

A Liesa tinha uma reunião agendada com o prefeito na última segunda-feira para tratar do assunto, mas o encontro precisou ser desmarcado por causa de uma viagem que Marcelo Crivella fez. Uma nova audiência está prevista pra acontecer no início da semana que vem.

O presidente da RioTur, Marcelo Alves, afirmou que fez contato com a Liesa e que, juntos, estão alinhados em estudar caminhos para que o carnaval de 2018 seja realizado da melhor maneira possível.


G1



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