João Pessoa, 23 de Agosto de 2017

12 de Junho de 2017

Reitor da UEPB propõe que sindicatos aceitem convite de RC

Reitor da UEPB propõe que sindicatos aceitem convite de RC

  O reitor da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), professor Rangel Junior, propôs aos sindicatos quem representam os professores e técnicos administrativos da instituição a darem uma trégua na greve da categoria e tentarem retomar o diálogo com o Governo do Estado.

Os docentes estão em greve há dois meses, deixando mais de 23 mil alunos sem aula e, na semana passada, decidiram em assembleia manter o movimento por tempo indeterminado.

Em recente audiência com o comando de greve, o governo, via secretários, sinalizou que só iria negociar com a categoria caso os docentes retornassem para as salas de aula. Em entrevista à Rádio Campina FM, Rangel Junior lançou o desafio a Associação dos Docentes da UEPB (ADUEPB) e ao Comando de Greve, para retornarem ao trabalho e, posteriormente, aguardarem a retomada das negociações com o Palácio da Redenção. Para ele, esse pode ser o caminho para a abertura de diálogo entre o Governo do Estado e os dois sindicatos que representam os técnicos e docentes da UEPB.

Rangel sugeriu aos sindicatos darem um crédito ao governador, que chegou a empenhar a palavra de que sentaria para conversar com os docentes e técnicos caso eles encerrassem a greve. Nesse sentindo, já vislumbrando uma “luz no fim do túnel” para pôr fim ao impasse, oreitor sugeriu aos técnicos e docentes que suspendam o movimento e deem um prazo para o governo estabelecer a mesa de negociação.

“Eu ponderaria sinceramente nesse caso, porque a greve não pode ser uma coisa de birra. Se de fato o governo empenha a sua palavra e está dizendo que terminada a greve no outro dia senta para discutir, porque não? Se o governo está dizendo que negocia, eu faria. Se não houver o entendimento mínimo e o governo não negociar, pode voltar a greve depois. Eu acho que, do ponto de vista de uma inteligência coletiva política, poderia se pensar mesmo em sair da greve, assegurar a negociação e dar um prazo para negociar”, comentou o reitor.

Para Rangel, a “intransigência” de ambas as partes não vai levar a lugar nenhum. Por isso, ele defende o fim do movimento grevista para a abertura do diálogo. Rangel Junior reconheceu a legitimidade do movimento e ressaltou que os servidores da UEPB estão há três anos sem reajuste e que, até o momento, não há negociação por parte do Governo do Estado com a categoria. “É preciso reconhecer uma realidade: os trabalhadores da UEPB estão há três anos sem reajuste. Tiveram 1% no ano de 2015, o que é insignificante, e em 2016 e 2017 não tiveram nenhum reajuste”, sublinhou.

Ao fazer um cálculo rigoroso das perdas no poder de compras do salário dos servidores da instituição nos últimos três anos, com 1% de reajuste em um ano e zero por cento por dois anos seguidos, Rangel apontou que quem ganhava R$ 1 mil tem hoje o salário valendo cerca de R$ 770, porque, conforme destacou o reitor, o último reajuste concedido a categoria foi em 2014, de 6%, sendo que depois o governo ainda reduziu o percentual para 5%.

“E esse prejuízo não pode ser pago e debitado totalmente na conta daqueles que trabalham e conduzem o destino da instituição. São os professores e técnicos que conduzem a instituição. Não é a Reitoria. Quem constrói o cotidiano da universidade são os professores, técnicos e estudantes juntos”, enfatizou Rangel Junior.

Redação



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